Metodologias e Ferramentas de Trabalho para Inovação: Aprenda como Inovar nesse Guia

por | 13 mar 2020

Por Natália Pauletto Fragalle, Gabriel Rubio e Paulo Ricardo Souza da Silva

Os caminhos para alcançar a inovação exigem não apenas uma visão de futuro, mas também o uso de métodos e ferramentas que possibilitem que ciclo de aprendizagem Construir-Medir-Aprender aconteça com alta velocidade. Por isso, nossas metodologias e ferramentas de trabalho para inovação são constante mente atualizadas.

Se você já tem uma ideia de negócio inovador ou está trabalhando no processo de inovação da sua empresa, mas ainda não conseguiu materializar o seu projeto, conheça a metodologia de inovação desenvolvida pelo ONOVOLAB e as principais ferramentas utilizadas para ajudar as empresas a estarem sempre à frente.  

Metodologia de Inovação ONOVOLAB

A metodologia desenvolvida pelo ONOVOLAB baseia-se na concepção de inovação como um novo “sistema operacional” a ser instalado em uma empresa. 

As empresas querem inovar, mas melhorar o negócio que elas têm, utilizando do seu modo tradicional de operar irá limitar o potencial de mudança. 

Nossa experiência mostra que tentar inovar sem um novo sistema operacional não funciona. Inovar é querer liderar algo novo e isso implica em estruturar um modus operandi de inovação.

Uma empresa que opera com um sistema antigo/tradicional, não consegue realizar inovação de verdade: é preciso trocar o sistema, ou seja, mudar o mindset e orientá-lo à inovação para que ela possa acontecer.

Dessa forma, não adianta utilizar ferramentas (ou podemos chamar de “aplicativos”) de inovação em um sistema operacional onde elas não funcionam. 

Em uma analogia muito simples, um aplicativo do sistema operacional Android, não pode ser instalado em um sistema operacional Windows, pois ele não irá funcionar.

Nesse sentido, nossa metodologia tem como foco a inovação centrada nas pessoas e na criação de experiências inovadoras em detrimento da priorização da transformação digital, que consideramos um meio de materializar essas experiências. 

Isso implica em trabalhar ativamente hoje para definir o futuro, ou seja, em construir organizações que são muito mais do que startups ou empresas líderes em seus setores atualmente: são Futurups.

A metodologia de inovação ONOVOLAB é composta por cinco pilares essenciais, que chamamos de ABCDE, que estão divididos em três camadas: uma camada de conscientização, uma de sustentação e uma de viabilização da inovação.

O pilar A, referente a Awareness, está ligado à consciência de que a lógica de sistema operacional de inovação deve ser propagada aos poucos dentro da empresa. 

O pilar B, Business Innovation, estrutura-se na capacidade de enxergar modelos de negócios improváveis e experiências inéditas que entregam valores como necessidade, conveniência, influência e indulgência (leia mais sobre esses valores, que chamamos de fits, em nosso artigo sobre ideias de negócios inovadores).

Já o pilar C corresponde a Culture, ou um sistema cultural que incentiva a inovação de modo estruturado e contínuo.

D é referente a Development, ou a forma de materializar a ideia do business innovation, incluindo a interface com o cliente.

Por fim, E vem de Ecosystem, onde podemos se conectar a parceiros que possuem a expertise que não possuímos.

Através de ferramentas de inovação ligadas a esses pilares, é possível provocar as organizações a imaginarem e a viabilizarem meios para gerar valor futuro a partir de ações práticas. 

Ferramentas e práticas para Inovação

Imersão: Awareness

Começar um projeto com evidências é uma maneira estratégica de alcançar bons resultados na hora de idealizar uma solução e o seu impacto.

A Imersão pode ser um bom ponto de partida para começar o processo de inovação de maneira assertiva. 

Através do entendimento dos comportamentos e necessidades das pessoas, é possível a consciência de que as soluções atuais podem não resolver os problemas das pessoas de forma satisfatória, ou ainda de que determinados problemas não possuem solução. 

O processo de imersão, portanto, pode ajudar as organizações na compreensão de problemas e direcionamento de potenciais soluções, baseadas em análises de diferentes cenários.

Existem diversas ferramentas de design que podem ser utilizadas em um processo de imersão. Dentre elas, destacam-se a pesquisa etnográfica, o mapa de empatia, o mapa da jornada do usuário e o mapa de stakeholders.

Mapa de jornada do usuário.

Design Sprint: Business Innovation

A Design Sprint, metodologia originalmente criada por Jake Knap, autor do livro Sprint, é um passo a passo estruturado para entender e mapear problemas, criar e testar hipóteses de solução com clientes reais em um curto período de tempo.

A metodologia, que é mundialmente utilizado pelas empresas, também envolve stakeholders e pessoas que tenham diferentes percepções da jornada do cliente que podem contribuir com diferentes perspectivas que possibilitam o desenvolvimento de ideias inovadoras.

O processo de construir uma solução, medir através de experimentos com clientes reais e colher feedbacks, ajuda o time de participantes a entender se o que eles estão criando está no caminho certo.

Design Sprint realizada em parceria com a Cervejaria Ambev.

A metodologia é uma ótima oportunidade de avaliar o impacto de uma solução antes de investir em uma gigantesca infraestrutura para desenvolvê-la. 

Para saber mais sobre o passo a passo detalhado de como realizar uma Design Sprint, confira o artigo sobre a Design Sprint ONOVOLAB e o caso de sucesso realizado em parceria com a Cervejaria Ambev.

Atomic Research: Culture  

Um dos maiores desafios para trabalhar com inovação, é estruturar e distribuir o conhecimento adquirido com todas as pessoas envolvidas no projeto, seja em pesquisas qualitativas, análises quantitativas ou experimentos com protótipos.

O Atomic Research é uma ferramenta criada pelo designer Daniel Pidcock que tem como objetivo atomizar os dados, ou seja, quebrá-los em partes que possam facilitar a sua interpretação e a tomada de decisão baseada em evidências.

Dessa forma, uma pesquisa é dividida em quatro partes. A primeira consiste nos experimentos, o que inclui a seleção do público participante, a elaboração do roteiro de perguntas e realização das entrevistas, testes ou pesquisas.

A segunda etapa é a reunião dos fatos, que são os dados concretos obtidos através das pesquisas. A interpretação desses dados pelo time produz insights ou hipóteses das causas de determinados problemas. 

Finalmente, através dos insights, é possível pensar em oportunidades de ação baseadas nas evidências coletadas.

As etapas da atomic research. Fonte: Daniel Pidcock.

Além de reforçar o pensamento baseado em evidências, o Atomic Research permite o compartilhamento da pesquisa e seus resultados de forma didática para que outras pessoas da equipe de trabalho possam acessar as informações obtidas e as análises realizadas.

Com isso, todos têm a possibilidade de aprender rapidamente e retornar constantemente às etapas anteriores de modo a realizar novos testes que complementem ou mesmo refutem as hipóteses geradas sem invalidar os experimentos realizados.

Desse modo, implantar essa ferramenta de trabalho pode ser um primeiro passo para estabelecer uma cultura de inovação no ambiente de trabalho.

Hackathon: Development

Muitas empresas adotam a prática dos Hackathons para resolver um desafio interno. 

O Hackathon é uma maratona de desenvolvimento que costuma durar cerca de 40 a 48 horas e reúne especialistas para resolver um problema que exige uma carga diversificada de conhecimentos de tecnologia, negócio, design e vendas para entregar uma solução inovadora.

Essa prática proporciona, portanto, uma concentração de pessoas talentosas e a geração de diversas ideias em um curto período de tempo.

No formato de uma competição, as equipes têm poucos dias para ter ideias, construir um protótipo e validar suas hipóteses de solução o mais rápido possível. 

Datathon: O Hackathon orientado a dados realizado pelo ONOVOLAB em parceria com o ICMC-USP e as empresas Argo Solutions e Philip Morris.

As melhores ideias são, então, escolhidas por uma comissão julgadora, que irá pontuar o alinhamento com o desafio, inovação, usabilidade do protótipo, escalabilidade e próximos passos.

Além de normalmente receberem premiações em dinheiro, muitas equipes vencedoras de Hackathons acabam sendo convidadas pelas empresas patrocinadoras a desenvolverem as soluções elaboradas como parceiras ou então são incorporadas à empresa e tornam-se colaboradoras. 

Espaços compartilhados: Ecosystem

Outro grande desafio para desenvolver uma cultura de inovação é estar em um ambiente que proporcione o trabalho colaborativo, a integração e o contato com uma grande diversidade de pessoas e expertises. 

Os chamados espaços de trabalho compartilhados, ou coworkings têm mudado a maneira como as empresas operam, incluindo práticas como a inserção de squads em ambientes altamente inovadores com gestão remota para aproveitar talentos provenientes de grandes centros de conhecimento, como as universidades. 

Os espaços de trabalho compartilhados do ONOVOLAB.

Além disso, a presença de grandes empresas em espaços de trabalho compartilhados também trouxe novas oportunidades de trocas de experiências e parcerias com outras empresas e também com startups para atender necessidades específicas do mercado com maior flexibilidade.

Conclusão

Com as metodologias e ferramentas de trabalho para inovação apresentadas é possível começar a traçar o caminho para se tornar uma Futurup.

As práticas que mostramos ajudam a ilustrar os pilares fundamentais para que se possa realmente “instalar” o sistema operacional de inovação.

Você sabe quem é o maior produtor atual de fitas cassete? Provavelmente não, porque esse tipo de produto não tem mais uma relevância significativa na vida das pessoas nos dias atuais.

A inovação é um meio para desenvolver soluções que irão moldar comportamentos e estilos de vida do futuro. Quer conhecer mais ferramentas e práticas para inovar? O ONOVOLAB te ajuda a estar sempre à frente!

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